Entenda o que faz a criptomoeda Aave ser destaque no mercado.

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A criptomoeda AAVE apresenta uma valorização de aproximadamente 25% no acumulado deste mês de julho, desempenho 12 vezes superior ao registrado pelo bitcoin (BTC) no mesmo período. O ativo dá nome a uma das maiores plataformas de empréstimos do setor de finanças descentralizadas (DeFi) e passou a integrar as carteiras recomendadas de corretoras no Brasil, impulsionado por um relatório do banco Standard Chartered que indica forte perspectiva de crescimento para os próximos anos.

Projeção aponta mercado DeFi em US$ 2,7 trilhões

As aplicações financeiras baseadas em blockchains, que viabilizam empréstimos e trocas de ativos sem intermediários, reúnem hoje cerca de US$ 76 bilhões em valor total bloqueado (TVL). Segundo dados da plataforma DeFiLlama, esse segmento tem potencial de expansão acentuada. Um levantamento publicado no mês passado pelo Standard Chartered calcula que o volume do mercado DeFi pode alcançar US$ 2,7 trilhões até 2030, cifra superior ao atual Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

A instituição bancária avalia que esse avanço será motivado pela expansão das stablecoins, pela valorização geral das criptomoedas e pelo avanço da tokenização de ativos tradicionais. Informações da plataforma RWA.xyz indicam que o setor de ativos do mundo real tokenizados (RWAs) já movimenta aproximadamente US$ 34 bilhões.

Estimativa de preço para o token AAVE e impacto de ataques hackers

Diante da expectativa de crescimento estrutural, a plataforma Aave é apontada por analistas como uma das potenciais beneficiadas. O Standard Chartered estima que o token do protocolo, negociado a US$ 96 na manhã desta quarta-feira (22), pode chegar a US$ 3.500 até o final de 2030, o que representaria uma valorização de 3.550%.

Os números dependem de variáveis do setor, que enfrenta a concorrência de novos protocolos e a ameaça contínua de falhas de segurança. Em abril deste ano, o protocolo DeFi Kelp DAO foi alvo de um ataque hacker que resultou em perdas de US$ 292 milhões. O episódio, embora não tivesse ligação direta com a Aave, reduziu a confiança no ecossistema e provocou a retirada de US$ 6 bilhões em depósitos da plataforma.

Fatores como mudanças na regulamentação, alta volatilidade e variações de liquidez também compõem o cenário de risco. Devido a essas características, especialistas do setor recomendam que o investimento nessa classe de ativos seja limitado a uma fatia de 1% a 5% do patrimônio.

Avaliação de corretoras brasileiras

Um relatório divulgado no início de julho pelo Mercado Bitcoin aponta que a Aave demonstrou resiliência frente aos incidentes no setor e reforçou seu papel na infraestrutura DeFi. O documento da empresa avalia que o ativo une a liderança no segmento, a melhoria de métricas on-chain (na blockchain) e um preço com desconto em relação a referências técnicas importantes.

Marcelo Person, diretor de tesouraria e mercado cripto da Foxbit, compartilha de uma visão semelhante. O executivo afirma que a Aave evidencia a maturidade das finanças descentralizadas, destacando que protocolos consolidados e com geração de atividade real tendem a ganhar relevância em um mercado que se tornou mais seletivo.

Cotação das principais criptomoedas do mercado

Confira o desempenho dos ativos digitais registrados às 8h30:

  • Bitcoin (BTC): recuo de 0,29%, cotado a US$ 65.925,11
  • Ethereum (ETH): queda de 0,07%, negociado a US$ 1.926,05
  • BNB (BNB): baixa de 0,91%, ao preço de US$ 571,16
  • XRP (XRP): alta de 0,85%, com valor de US$ 1,13
  • Solana (SOL): retração de 0,72%, valendo US$ 77,61

Ministério Público de São Paulo processa empresa ligada à WorldCoin

Outros acontecimentos também movimentaram o setor de criptomoedas. O Ministério Público de São Paulo entrou com uma ação contra a Tools for Humanity e a Amazon AWS Serviços Brasil por supostas práticas abusivas relacionadas à coleta de dados biométricos.

A Tools for Humanity foi cofundada por Sam Altman, CEO da OpenAI, e é responsável pelo projeto WorldCoin. A iniciativa oferecia uma criptomoeda aos participantes em troca do escaneamento da íris.

Mesmo com o processo em andamento no Brasil, o token da WorldCoin registrou valorização após a Grayscale solicitar autorização para lançar o primeiro fundo negociado em bolsa à vista dos Estados Unidos vinculado ao WLD.

O pedido contribuiu para uma alta de aproximadamente 8% no período de 24 horas. Caso receba autorização, o ETF será negociado na Nasdaq com o código GWLD.

BIS volta a criticar o uso de stablecoins

O Banco de Compensações Internacionais, conhecido pela sigla BIS, voltou a apresentar críticas às stablecoins. A instituição afirmou que esses ativos podem ser utilizados para contornar controles de capital e restrições cambiais, principalmente em economias emergentes.

Segundo o BIS, as stablecoins criam uma nova forma de acesso a dólares fora do alcance de parte das regras existentes, situação que pode dificultar a atuação de governos e autoridades responsáveis pela política cambial.

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