A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou o recolhimento de lotes da água mineral Mamba Water. A medida foi tomada após a detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa, um microrganismo que representa riscos à saúde, especialmente para indivíduos com o sistema imunológico fragilizado.
Este é o segundo caso de retirada de água do mercado brasileiro por contaminação bacteriana neste ano. Em junho, a Anvisa já havia determinado o recolhimento de um lote da água Crystal pela mesma razão, acendendo um alerta sobre a segurança dos produtos consumidos.
Lotes da Mamba Water retirados do mercado
A decisão da Anvisa foca especificamente nos lotes 13 e 14 da água mineral sem gás Mamba Water. Os produtos são comercializados em latas de 350 ml e foram fabricados nos dias 3 e 4 de abril de 2026.
A agência determinou a suspensão imediata da comercialização, distribuição e utilização desses lotes em todo o território nacional. A própria fabricante da Mamba Water foi responsável por comunicar o problema à Anvisa.
A empresa identificou a presença da bactéria durante seus testes internos de controle de qualidade. Segundo a marca, uma parcela significativa das unidades afetadas já havia sido retirada preventivamente de circulação antes mesmo da publicação oficial da medida regulatória.
Consumidores que possuam embalagens dos lotes 13 ou 14 devem interromper o consumo. A orientação é procurar os canais de atendimento da Mamba Water para solicitar o reembolso do produto.
O risco da bactéria Pseudomonas aeruginosa
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria comum no meio ambiente, frequentemente encontrada em locais úmidos. Para pessoas saudáveis, o risco de desenvolver infecções graves a partir do contato com este microrganismo é geralmente baixo.
No entanto, a situação se torna preocupante quando a bactéria atinge indivíduos com o sistema imunológico comprometido. Nesses casos, a Pseudomonas aeruginosa pode causar uma série de infecções.
As infecções podem afetar os pulmões, a corrente sanguínea, o trato urinário e até mesmo a pele. Em cenários mais severos, especialmente em pacientes hospitalizados ou aqueles com condições que diminuem as defesas do organismo, a infecção pode evoluir para quadros graves e até mesmo fatais.
Um fator adicional de preocupação para as autoridades de saúde é a notável resistência da Pseudomonas aeruginosa a diversos tipos de antibióticos. Essa característica pode dificultar significativamente o tratamento, tornando a erradicação da infecção um desafio maior.
Orientações para quem consumiu a água contaminada
A primeira medida para qualquer consumidor é verificar o número do lote impresso na embalagem da Mamba Water. Se o produto pertencer aos lotes 13 ou 14, o consumo deve ser interrompido imediatamente.
Para aqueles que já ingeriram a água dos lotes afetados, não há uma recomendação automática para buscar atendimento médico. Contudo, a atenção deve ser redobrada em certos grupos.
Pessoas que apresentarem sintomas incomuns após o consumo ou que pertençam a grupos mais vulneráveis devem procurar avaliação médica. Isso inclui idosos, crianças pequenas, indivíduos transplantados, pacientes em tratamento contra o câncer ou usuários de medicamentos imunossupressores.
A Anvisa reforça a importância de seguir as orientações da fabricante e das autoridades de saúde para garantir a segurança alimentar. A vigilância contínua é essencial para proteger a população de riscos como a água contaminada.





