A possibilidade de um novo concurso para Oficial de Justiça no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) voltou a ser um dos temas mais comentados entre os concurseiros. A movimentação ganhou força após a circulação de uma resposta atribuída à Secretaria de Gestão de Pessoas do órgão, indicando que estudos internos estão em andamento.
De acordo com as informações divulgadas, a área técnica responsável está analisando a viabilidade de uma nova seleção para o cargo. Contudo, essa análise ainda não foi submetida à Presidência do Tribunal, que é a autoridade máxima para decidir sobre a realização de qualquer certame.
É importante destacar que a comunicação não detalha cronograma, número de vagas, banca organizadora ou previsão de publicação do edital. Mesmo assim, o reconhecimento oficial de que o assunto está sendo estudado administrativamente foi suficiente para reacender a esperança, especialmente para aqueles que almejam atuar no interior paulista.
Análise interna e a expectativa por um novo edital
A repercussão em torno de um possível novo concurso não se baseia apenas na resposta da Secretaria de Gestão de Pessoas. O TJSP tem mantido a utilização das listas de aprovados dos concursos vigentes, com novas nomeações para o cargo de Oficial de Justiça realizadas nos meses de junho e julho de 2026.
Em 23 de junho, por exemplo, foram efetuadas três nomeações para a Comarca da Capital, especificamente para os Foros Regionais de Santana e Itaquera. Essas vagas foram preenchidas em decorrência de falecimentos e reposições no quadro funcional do Tribunal.
Poucos dias depois, em 2 de julho, outras seis nomeações foram publicadas, abrangendo comarcas do Interior e da Grande São Paulo. As unidades contempladas incluíram Itapira, Rio Claro, Colina, Tatuí, Guarulhos e Aparecida, com as vagas sendo preenchidas por aposentadorias, falecimentos e exonerações.
Essas nomeações demonstram que o Tribunal continua ativo na reposição de seu quadro funcional, utilizando os cadastros de aprovados existentes. Embora não confirmem a preparação de um novo concurso de forma isolada, elas explicam por que a carreira de Oficial de Justiça permanece em alta evidência.
Não há dados consolidados publicamente sobre quantos candidatos ainda permanecem nas listas de espera. A posição dos convocados varia consideravelmente entre as circunscrições, a modalidade de concorrência e o número de aprovados em cada região.
Validade dos concursos anteriores e o cenário atual
O concurso para Oficial de Justiça, lançado em 2023, ofereceu 88 vagas distribuídas pelas dez Regiões Administrativas Judiciárias do estado. Para participar, era exigida formação superior completa em qualquer área reconhecida pelo Ministério da Educação. A Fundação Vunesp foi a responsável pela organização, aplicando uma prova objetiva com 100 questões.
Os resultados de oito RAJs foram homologados no final de julho de 2024, com as homologações da 1ª e 8ª RAJ ocorrendo logo em seguida. A validade inicial desses concursos era de um ano, com a possibilidade de prorrogação por igual período.
Em junho de 2025, o TJSP prorrogou por mais um ano a validade dos concursos para Oficial de Justiça. Dessa forma, as listas vinculadas ao edital de 2023 estão se aproximando do encerramento definitivo durante o segundo semestre de 2026, respeitando as datas específicas de cada circunscrição.
Considerando que a seleção para a Capital foi realizada posteriormente, a maior parte da expectativa por uma nova movimentação administrativa tende a se concentrar nas regiões do Interior, cujos cadastros são mais antigos. Isso não significa que todas as circunscrições estejam na mesma situação, pois algumas podem ter mais aprovados remanescentes do que outras.
Qualquer planejamento futuro do TJSP deverá levar em conta as necessidades de cada região, a existência de cargos vagos, a disponibilidade orçamentária e o número de candidatos ainda aptos à nomeação.
Em agosto de 2024, o TJSP publicou uma seleção específica para a Comarca da Capital, ofertando 60 vagas para Oficial de Justiça. A remuneração inicial era de R$ 9.157,82, valor referente a março de 2024, além de auxílios para alimentação, saúde e transporte. O requisito também era curso superior completo em qualquer área.
A prova desse certame foi aplicada em dezembro de 2024, com 100 questões de múltipla escolha. A Fundação Vunesp registra o concurso como encerrado, confirmando as 60 oportunidades destinadas à Capital. Por ser uma seleção mais recente, o cadastro da Capital possui um calendário diferente das listas do Interior, o que direciona as discussões atuais para as circunscrições abrangidas pelo concurso de 2023.
O papel do oficial de justiça no sistema judiciário
O Oficial de Justiça desempenha uma função crucial no Poder Judiciário, sendo responsável pelo cumprimento externo das determinações judiciais. Suas atividades incluem citações, intimações, penhoras, arrestos, prisões e outras diligências determinadas pelos magistrados.
O servidor também é encarregado de registrar as ocorrências verificadas durante o cumprimento dos mandados, certificar os atos realizados e prestar apoio ao juízo nas tarefas relacionadas à execução das ordens judiciais.
Essa é uma carreira que exige um sólido conhecimento jurídico, grande responsabilidade, organização, capacidade de comunicação e preparo para atuar em diversas situações. O trabalho pode envolver deslocamentos frequentes, contato direto com partes e advogados, cumprimento de medidas urgentes e a elaboração de certidões que integrarão os processos judiciais.
Preparação estratégica para o próximo certame
O edital de 2024 para a Capital serve como uma das referências mais recentes para quem planeja iniciar a preparação. É importante lembrar que os valores, requisitos e regras podem ser alterados em uma futura seleção. O edital anterior deve ser utilizado como base de estudo, e não como confirmação das condições de um eventual novo concurso.
A prova mais recente foi estruturada em três grandes blocos. A disciplina de Língua Portuguesa contou com 20 questões, os conhecimentos específicos somaram 58 itens e os conhecimentos gerais reuniram as 22 questões restantes.
A cobrança de Língua Portuguesa envolveu interpretação e compreensão de textos, relações entre ideias, coesão, significado de palavras, classes gramaticais, concordância, regência, colocação pronominal, crase e pontuação. A Vunesp, banca frequentemente responsável por esses concursos, costuma focar fortemente na interpretação textual, exigindo que o candidato pratique a aplicação das regras gramaticais dentro de contextos.
O Direito Processual Civil merece atenção especial, pois está diretamente ligado à rotina do Oficial de Justiça. O edital anterior abordou atos processuais, sujeitos do processo, citações, intimações, cumprimento de decisões, execução, penhora, avaliação, recursos e dispositivos da Lei dos Juizados Especiais. A leitura do Código de Processo Civil deve ser complementada por aulas explicativas e resolução de questões, especialmente nos temas relacionados ao cumprimento de mandados.
Para Direito Processual Penal, o programa incluiu dispositivos sobre ação penal, competência, provas, busca e apreensão, prisão, citações, intimações, procedimentos, nulidades, recursos, habeas corpus e Juizados Especiais Criminais.
Em Direito Penal, foram cobrados artigos da parte geral e diferentes crimes previstos no Código Penal, com destaque para crimes contra a Administração Pública, falsidades, crimes contra a administração da Justiça e outros assuntos diretamente relacionados à atuação do Poder Judiciário.
O conteúdo de Direito Constitucional abrangeu princípios fundamentais, direitos e garantias fundamentais, organização do Estado, Administração Pública, Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública.
Para Direito Administrativo, a seleção utilizou artigos do Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo e dispositivos da Lei de Improbidade Administrativa.
O Direito Civil trouxe temas da parte geral do Código Civil, como pessoas naturais e jurídicas, domicílio, fatos jurídicos, representação, posse, garantias, família, sucessões e a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.
Um dos pontos que diferencia a preparação para o TJSP de outros tribunais é a Legislação Especial. O candidato precisou estudar normas da Corregedoria-Geral da Justiça, a Lei de Execução Fiscal, resoluções do Conselho Nacional de Justiça, custas judiciais e regras internas relacionadas ao cumprimento de mandados.
Iniciar a preparação antes de uma autorização formal pode ser uma vantagem, pois reduz o tempo entre a publicação do edital e a realização da prova. Disciplinas jurídicas e Língua Portuguesa exigem estudo contínuo, revisão e contato frequente com questões.
Uma estratégia eficaz é começar pelas matérias que ocuparam maior espaço no edital anterior: Língua Portuguesa, Direito Processual Civil, Direito Processual Penal, Direito Penal, Direito Constitucional e Direito Administrativo. Após consolidar essa base, o candidato pode incorporar Direito Civil, legislação especial, normas da Corregedoria, Informática, Matemática e Raciocínio Lógico.
O estudo pode ser organizado em ciclos, alternando as disciplinas ao longo da semana e retomando o conteúdo de forma recorrente. É fundamental combinar o estudo da teoria para compreender os conceitos e procedimentos, a leitura da legislação com atenção aos artigos mencionados no edital anterior, e a resolução de questões da Vunesp para familiarizar-se com o estilo da banca. Para mais informações sobre o Tribunal de Justiça de São Paulo, acesse o site oficial do TJSP.





