O fundo imobiliário XPSF11 reportou um resultado de R$ 3,103 milhões referente ao mês de junho, consolidando um crescimento de 8,4% em comparação ao desempenho registrado no mês anterior. O portal FIIs destaca que o balanço foi impulsionado por receitas totais que atingiram R$ 3,340 milhões, enquanto as despesas operacionais do período totalizaram R$ 237 mil.
Conforme os dados do portal FIIs, os rendimentos distribuídos aos cotistas, referentes à competência de junho, foram de R$ 0,07 por cota. O pagamento ocorreu em 14 de julho de 2026, contemplando os investidores que mantinham posição no ativo até o encerramento do pregão em 30 de junho. No acumulado do primeiro semestre de 2026, as distribuições do fundo equivaleram a 100,4% dos lucros apurados pelo regime de caixa.
Indicadores de rentabilidade e mercado
Considerando a cotação de fechamento de R$ 6,37, o rendimento anualizado do XPSF11 atinge 16,67%, um cálculo que incorpora o gross-up de 15%. Quando a análise é feita sobre a cota patrimonial de R$ 7,72, o yield anualizado ajusta-se para 13,58%. Vale lembrar que os proventos distribuídos pelo fundo são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que respeitadas as normas vigentes.
O fundo encerrou o mês com um patrimônio líquido de R$ 331,1 milhões. Com o valor de mercado posicionado em R$ 6,37 por cota — ou R$ 6,30 ao excluir os rendimentos —, o indicador P/VP (preço sobre valor patrimonial) do ativo fechou em 0,82x. A liquidez também se manteve relevante, com um volume total negociado de R$ 8,112 milhões em junho, resultando em uma média diária de R$ 386 mil e um giro de cotas de 2,5%.
Composição da carteira e alocação
A estrutura do XPSF11 é composta majoritariamente por outros fundos imobiliários, que representam 86% do portfólio. A parcela restante é dividida entre Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), com 10%, e uma reserva de caixa de 3%. Em termos de origem, 67% dos ativos foram adquiridos via mercado primário, enquanto 33% provêm do mercado secundário.
A diversificação por segmentos revela a seguinte distribuição:
- CRI: 35%
- Logístico: 21%
- Escritório: 18%
- Shopping: 12%
- Renda urbana: 5%
- Desenvolvimento: 3%
- Híbrido: 3%
- Outros: 3,2%
Durante o período, o fundo realizou novas alocações totalizando R$ 900 mil nos CRIs RNI Construções e Brasil Terrenos. Com essas movimentações, a exposição direta do XPSF11 em CRIs alcançou aproximadamente 10,4% do patrimônio total.
O fundo possui atualmente uma base de 53.823 cotistas e um total de 43.302.140 cotas emitidas.
