O dólar iniciou o pregão desta segunda-feira, 17 de agosto de 2026, em trajetória de queda frente ao real. O movimento reflete um ajuste após uma sequência de altas acumuladas no ano, acompanhando também a desvalorização da divisa norte-americana no cenário internacional.
Investidores mantêm o foco na análise de novos dados sobre a atividade econômica brasileira, enquanto monitoram as intervenções programadas pelo Banco Central. O mercado busca compreender como o desempenho recente da economia local influenciará as próximas decisões de política monetária.
Cotação e indicadores do mercado
Por volta das 9h05, o dólar à vista apresentava recuo de 0,21%, sendo negociado a R$ 5,209 na venda. No mesmo horário, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento, operado na B3, registrava baixa de 0,10%, cotado a R$ 5,228.
No mercado comercial, os valores de referência foram:
- Compra: R$ 5,208
- Venda: R$ 5,209
Impacto do IBC-Br na economia
A atenção dos agentes financeiros está voltada para o IBC-Br, índice calculado pelo Banco Central que serve como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). Em junho, o indicador apresentou uma queda de 0,6% na comparação mensal, considerando os dados dessazonalizados.
O resultado ficou abaixo das projeções de economistas, que estimavam uma retração de 0,53%. Apesar do recuo mensal, o índice acumulou um crescimento de 0,2% no segundo trimestre de 2026, quando comparado ao trimestre imediatamente anterior.
Intervenção do Banco Central
Além dos indicadores macroeconômicos, o Banco Central atua nesta segunda-feira com a realização de dois leilões de venda de dólares com compromisso de recompra. A operação visa a rolagem de vencimentos previstos para o dia 2 de setembro.
O volume total ofertado nestes leilões pode atingir até US$ 1 bilhão. A movimentação é acompanhada de perto pelo mercado, dado o potencial impacto na liquidez e na formação da taxa de câmbio ao longo do dia.
A cotação do dólar comercial para venda é de R$ 5,209 nesta segunda-feira, 17 de agosto de 2026.
Este artigo possui caráter estritamente informativo e não constitui recomendação de compra ou venda de ativos, não garantindo rentabilidade futura. O investidor deve avaliar os riscos envolvidos antes de qualquer decisão.
