Nubank fecha acordo inédito pelo Banco Porto Real e só falta a aprovação do Banco Central

Operação depende da aprovação do Banco Central e permitirá ao Nubank incorporar uma nova licença sem alterar produtos, serviços ou o aplicativo.

Jerffeson LeoneRodrigo Barbosa da Silva
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Jerffeson Leone
Jerffeson Brandão é fundador do N1 Mais e proprietário da N1 Mídia e Comunicação. Jornalista e radialista, possui experiência em comunicação, produção de conteúdo e jornalismo...
Rodrigo Barbosa da Silva
Rodrigo Barbosa da Silva é editor de Economia do N1 Mais. Analista de sistemas, pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e licenciado em Matemática, também...
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Sede do Nubank | Foto: divulgação
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O Nubank firmou acordo para comprar o Banco Porto Real de Investimentos S/A, instituição criada em 1992 em Porto Real, no Rio de Janeiro, e voltada à concessão de crédito para clientes do atacado. O valor da transação não foi informado. A conclusão do negócio depende de autorização do Banco Central.

A aquisição permitirá que o conglomerado incorpore a licença bancária vinculada ao Banco Porto Real. Até a aprovação definitiva, as instituições seguem submetidas às condições previstas no acordo.

Operação amplia estrutura regulatória do Nubank

Segundo a companhia, a nova licença será adicionada às autorizações que o Nubank já possui no país. O grupo atua como Instituição de Pagamento, Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento, também chamada de Financeira, e Corretora de Títulos e Valores Mobiliários.

A transação também está relacionada ao cumprimento das regras da Resolução Conjunta nº 17, publicada pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional. A norma disciplina a nomenclatura e a forma como instituições financeiras devem se apresentar ao público.

O Nubank informou que assumirá as obrigações do Banco Porto Real conforme os termos definidos no contrato. A empresa acrescentou que a entrada da licença bancária no conglomerado da Nu Pagamentos S.A. não cria exigências adicionais de capital ou liquidez.

Clientes não terão mudanças em produtos e serviços

De acordo com o Nubank, a operação não provocará alterações para os 115 milhões de clientes no Brasil. O aplicativo, os produtos, os serviços, a marca e o nome da instituição continuarão os mesmos após a conclusão do processo.

Em comunicado, o fundador e CEO global do Nubank, David Vélez, afirmou que o Brasil continua sendo o principal mercado da companhia, treze anos após o início das atividades, e que ainda há espaço para ampliar a participação do grupo no setor financeiro.

A incorporação da licença bancária somente será efetivada depois da análise e da aprovação do Banco Central.

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Jerffeson Brandão é fundador do N1 Mais e proprietário da N1 Mídia e Comunicação. Jornalista e radialista, possui experiência em comunicação, produção de conteúdo e jornalismo digital. Ao longo de sua trajetória profissional, trabalhou na Rede Internacional de Televisão e no Portal Informe Brasil.
Rodrigo Barbosa da Silva é editor de Economia do N1 Mais. Analista de sistemas, pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e licenciado em Matemática, também atua como professor do Instituto Federal da Bahia (IFBA) no projeto Mediotec. Sua formação multidisciplinar contribui para uma abordagem analítica, criteriosa e clara das informações.
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