Tarifas dos EUA: São Paulo e Santa Catarina absorvem mais da metade do impacto

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Agência Brasil 20 jul 2026, 5:16 (Foto: Ministério da Agricultura) Siga no Youtu
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Os estados de São Paulo e Santa Catarina concentram 52% do impacto gerado pelo recente aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. No total, US$ 7,4 bilhões em vendas de exportação são afetados por uma taxa adicional de 25%, conforme dados da ApexBrasil, a Agência Brasileira para Promoção de Exportações e Investimentos, vinculada ao Ministério de Desenvolvimento, Comércio e Indústria (MDCI).

Desse montante, US$ 3 bilhões em exportações têm origem em São Paulo, o que representa 41,6% do valor total das vendas impactadas e 20% das exportações paulistas para o mercado norte-americano. Santa Catarina, por sua vez, enfrenta uma situação ainda mais delicada, com 68% de suas exportações para os EUA sob o efeito das novas tarifas.

Plano de apoio e setores vulneráveis

Em resposta ao cenário, a ApexBrasil anunciou um plano de R$ 130 milhões. O objetivo é auxiliar as empresas afetadas a diversificarem seus mercados e reduzirem a dependência do comércio com os Estados Unidos. Além dos estados do Sudeste e Sul, o setor madeireiro do Paraná também figura entre os mais prejudicados pela medida.

O Brasil é responsável por 30% das importações de madeira dos EUA, e 66,7% desse volume provém do Paraná. Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil, destacou as consequências amplas da medida. “Isso é ruim para as empresas do Paraná que trabalham com esse setor. Isso é ruim para quem importa madeira nos (EUA). Isso é ruim para a construção civil de lá, para quem vai comprar casa. Ou seja, isso tem impacto na inflação americana”, afirmou Müller.

Granito brasileiro no alvo e rejeição às justificativas

Outro produto brasileiro de grande relevância para o mercado norte-americano é o granito, também incluído no pacote de tarifas. A ApexBrasil aponta que 36% do granito importado pelos EUA tem origem no Brasil, sendo um material crucial para a construção civil. Müller ressaltou a dificuldade de substituição imediata dessas fontes.

“Não há como, de uma hora para outra, o americano, que tem 30% do seu suprimento de madeira do Brasil para construção, buscar em outro local. Não tem como buscar granito em outro local com essa dependência de 36%”, explicou o presidente da agência.

As tarifas adicionais de 25% foram confirmadas na semana passada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que alegou supostas práticas comerciais “desleais” por parte do Brasil. O governo brasileiro, por sua vez, rejeita veementemente as justificativas apresentadas para a taxação.

As novas tarifas entraram em vigor a partir desta quarta-feira, 22 de julho, e impactam 19,2% do total das exportações brasileiras destinadas ao país norte-americano. Para mais informações sobre o comércio exterior brasileiro, visite o site da ApexBrasil.

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