Os fundos imobiliários de logística BTLG11 e HGLG11 figuram entre os mais relevantes na B3, com foco em galpões logísticos. Embora ambos atuem no mesmo segmento, suas carteiras apresentam distinções significativas em termos de imóveis, tipos de contratos, composição patrimonial e perfis de locatários. O portal especializado FIIs.com.br detalhou os principais aspectos de cada um, oferecendo um panorama para investidores interessados no setor.
Panorama do Fundo BTLG11
O BTLG11, um fundo imobiliário, administra um portfólio composto por 34 imóveis, totalizando uma área bruta locável (ABL) de 1,44 milhão de metros quadrados. A maior parte desses ativos, cerca de 95% da ABL, é dedicada a galpões logísticos. Geograficamente, a carteira possui uma alta concentração no estado de São Paulo, que responde por aproximadamente 92% da ABL do fundo.
Em relação à performance operacional, o fundo registra uma vacância financeira de 2,1%, e o prazo médio ponderado dos contratos (WAULT) se aproxima de cinco anos. Os contratos típicos representam 66% da receita, e a vasta maioria, 97%, tem seus reajustes atrelados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Entre os locatários de destaque do FII BTLG11 estão grandes nomes como Assaí, DHL, Unilever, Ceva, Amazon, Luft, Nestlé, Mercado Livre e Shopee. O segmento de operadores logísticos concentra uma parcela significativa, 45%, da receita contratada pelo fundo.
Financeiramente, o fundo apresentava um patrimônio líquido de cerca de R$ 7,1 bilhões e um valor de mercado de R$ 7,2 bilhões, conforme o último relatório. O índice LTV (Loan-to-Value) era de 2,1%, com as dívidas majoritariamente vinculadas a operações de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Nos 12 meses analisados, os dividendos distribuídos por cota variaram entre R$ 0,78 e R$ 0,81, com uma média próxima de R$ 0,80 por cota.
Características do Fundo HGLG11
O HGLG11, outro importante fundo imobiliário, detém 42 imóveis, que somam 2,31 milhões de metros quadrados de ABL e contam com 186 locatários. Seus ativos estão espalhados por oito estados brasileiros, com São Paulo respondendo por aproximadamente 57% da carteira, indicando uma diversificação geográfica maior que a do BTLG11.
A vacância física do fundo está em 3,1%, enquanto a vacância financeira é de 2%. O prazo médio ponderado dos contratos (WALE) é de 4,3 anos. Do total da receita, 70% provém de contratos típicos, e 88% dos reajustes contratuais são indexados pelo IPCA.
A lista de locatários do FII HGLG11 inclui empresas como Mercado Livre, Shopee, Volkswagen, Electrolux, Decathlon, Cremer e Raia Drogasil. O setor de comércio eletrônico, em particular, é um grande contribuinte, representando 32% da receita contratada.
Em termos financeiros, o patrimônio líquido do FII HGLG11 era de cerca de R$ 7,6 bilhões, com um valor de mercado de R$ 6,9 bilhões. A alavancagem financeira reportada pela gestão era de 8,7%. O fundo também está envolvido em projetos de desenvolvimento, como o HGLG Itupeva G400, que foi alugado ao Mercado Livre sob um contrato de construção sob medida (build to suit). Nos 12 meses consecutivos analisados, o fundo distribuiu R$ 1,10 por cota, totalizando R$ 13,20 por cota no período.
As informações apresentadas nesta matéria têm finalidade exclusivamente jornalística e informativa. Elas não configuram recomendação de compra, venda, manutenção ou qualquer outra decisão de investimento em fundos imobiliários. É fundamental que o leitor considere seu perfil de risco, objetivos financeiros e consulte um profissional habilitado antes de tomar qualquer decisão de investimento. A rentabilidade passada não garante resultados futuros.





