Segundo informações publicadas pelo portal FIIs, o fundo imobiliário GGRC11 encerrou junho com uma série de movimentações estratégicas em sua carteira de ativos. O período foi marcado pela finalização de quatro aquisições de galpões logísticos, um acordo para a venda de imóveis, uma reavaliação patrimonial positiva e avanços em sua estratégia institucional. No total, o GGRC11 registrou um resultado de R$ 23,37 milhões no mês.
As quatro aquisições somam aproximadamente R$ 510 milhões, expandindo a presença do fundo em empreendimentos logísticos de alto padrão. Os novos ativos estão localizados em Minas Gerais, São Paulo e Bahia. Grande parte dessas operações foi viabilizada por meio da compensação de créditos da 11ª emissão de cotas do fundo.
Novas aquisições impulsionam portfólio logístico
Entre as aquisições, destaca-se a compra do Galpão C do Infinity Business Park, situado em Extrema (MG), por R$ 142,5 milhões. O imóvel possui 38 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL) e está integralmente alugado para a Buiatte Transportes e Logística, que opera para a Midea. A estimativa é de um cap rate inicial de 9,9% ao ano.
O fundo também finalizou a aquisição do galpão B.2 do Pouso Alegre Business Park, em Minas Gerais, no valor de R$ 96,5 milhões. Este empreendimento ainda está em fase de construção, com previsão de entrega para maio de 2027, mas já oferece uma renda mínima garantida durante o período das obras.
Adicionalmente, o GGRC11 adquiriu uma participação de 39,25% no Condomínio Raposo/Sanca, um empreendimento logístico com perfil last mile localizado em São Paulo, por R$ 121,3 milhões. Outra aquisição foi um novo galpão no Polo Industrial de Camaçari (BA), por R$ 150 milhões, que contará com cerca de 54 mil m² de ABL e renda mínima garantida por 15 meses.
Venda estratégica de imóveis pode gerar lucro por cota
Além das novas aquisições, o GGRC11 anunciou a assinatura de um memorando de entendimentos (MoU) para a venda de 10 imóveis de seu portfólio. Os ativos incluem propriedades logísticas, industriais e híbridas, com valor total de R$ 530 milhões.
A gestão do fundo informou que a operação representa um prêmio de aproximadamente 14,1% sobre os últimos laudos de avaliação dos ativos, alinhando-se à estratégia de reciclagem de portfólio. Se concretizada, a transação poderá gerar um lucro estimado de cerca de R$ 0,22 por cota, considerando a base de cotistas após a 11ª emissão.
Avanços institucionais e desempenho do GGRC11
No âmbito institucional, o fundo aderiu à LAREAL (Latin America REITs Association), uma entidade que congrega REITs e fundos imobiliários da América Latina para promover governança, transparência e padronização de informações. Essa iniciativa segue a inclusão do GGRC11 nos índices FTSE EPRA Nareit Global Emerging e Global Extended.
Com o encerramento do exercício social em 30 de junho, o fundo também concluiu a reavaliação de sua carteira imobiliária. O processo indicou uma valorização de 0,77% nos ativos e de 0,76% no patrimônio líquido. A auditoria das demonstrações financeiras será realizada pela PwC e tem conclusão prevista para os próximos três meses.
Desde o início de suas operações, o GGRC11 acumula uma rentabilidade total de 93,86%, superando o desempenho do IFIX no mesmo período, que foi de 88,16%. A gestão destaca que o retorno também corresponde a 91,68% do CDI líquido e a 156,33% do IPCA acumulado desde o lançamento do fundo.
Este conteúdo tem caráter jornalístico e informativo, não configurando recomendação de investimento. A decisão de investir em fundos imobiliários deve considerar o perfil do investidor, seus objetivos financeiros e os riscos inerentes ao mercado. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.





