O dólar à vista registrava leve queda de 0,03% frente ao real na manhã desta sexta-feira, 24 de julho de 2026, sendo negociado a R$ 5,083 na venda. A moeda americana opera próxima da estabilidade, com investidores atentos às novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e à agenda econômica doméstica.
A volatilidade do câmbio permanece moderada, enquanto operadores avaliam tanto os fatores externos quanto as ações do Banco Central do Brasil. O comportamento da moeda pode sofrer alterações ao longo da sessão conforme novas informações são divulgadas.
Cotação do dólar no mercado financeiro
Nesta manhã, às 9h05, o dólar à vista registrava queda de 0,03%, sendo negociado a R$ 5,083 na venda. Simultaneamente, o contrato futuro para agosto, o mais negociado na B3, apresentava alta de 0,04%, cotado a R$ 5,093.
Na sessão anterior, o dólar à vista encerrou o pregão com valorização de 0,63%, fechando em R$ 5,0842. Esse movimento refletiu a cautela dos investidores diante das incertezas do cenário internacional. A cotação do dólar comercial para compra era de R$ 5,083 e para venda, R$ 5,084.
Fatores externos influenciam o câmbio
Entre os principais fatores que impactam o câmbio estão as novas medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos. O governo norte-americano anunciou tarifas de 10% e 12,5% para cerca de 60 parceiros comerciais, alegando falhas na fiscalização de proibições relacionadas ao trabalho forçado.
O Brasil voltou a ser alvo dessas medidas tarifárias, com o governo brasileiro classificando como arbitrária e injustificada a nova tarifa de 12,5% sobre produtos nacionais. Essa medida se soma à tarifa de 25% que já havia entrado em vigor anteriormente, baseada em outra investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos.
O aumento das tensões comerciais gera maior cautela entre investidores, cenário que costuma fortalecer a busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar. Além disso, o mercado internacional acompanha os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, onde novas escaladas de tensão podem aumentar a aversão ao risco e provocar oscilações adicionais na moeda americana.
Agenda econômica e ações do Banco Central
Além do cenário externo, a agenda doméstica também influencia o comportamento do câmbio. Nesta sexta-feira, às 11h30, o Banco Central realiza um leilão de 50 mil contratos de swap cambial para a rolagem do vencimento previsto para o dia 3 de agosto. Essa operação busca manter o bom funcionamento do mercado de câmbio e oferecer instrumentos de proteção aos participantes.
Investidores acompanham a participação do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante o evento Expert XP 2026. As declarações das autoridades podem fornecer pistas sobre o cenário econômico e as expectativas para a política monetária.
No período da tarde, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e a secretária de Política Econômica, Débora Freire, apresentam o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias referente ao terceiro bimestre de 2026. O documento poderá influenciar as expectativas fiscais e, consequentemente, o mercado de câmbio.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda em Jacareí (SP), onde visita unidades industriais da Avibras, e posteriormente participa de uma reunião com lideranças do sistema nacional de ciência e tecnologia em São Paulo.
Perspectivas para a moeda americana
O dólar deve continuar reagindo às notícias relacionadas ao comércio internacional, às tensões geopolíticas e à agenda econômica brasileira. Qualquer novidade sobre tarifas, política fiscal ou declarações das autoridades poderá aumentar a volatilidade da moeda ao longo do pregão.
Investidores permanecem atentos às operações do Banco Central e aos indicadores econômicos que serão divulgados nas próximas semanas. O comportamento do dólar seguirá refletindo tanto o cenário externo quanto as expectativas para a economia brasileira.