O cenário financeiro desta quinta-feira, 6 de agosto de 2026, é marcado por uma agenda corporativa intensa e pela repercussão da recente decisão do Banco Central sobre a taxa básica de juros. Segundo a equipe de renda variável do Safra Invest, o dia reflete o otimismo com o desempenho de bolsas e commodities, enquanto o mercado doméstico digere os desdobramentos da última reunião do Copom.
No fechamento do pregão anterior, o Ibovespa registrou leve queda de 0,09%, encerrando aos 177.726 pontos. Em contrapartida, o S&P avançou 1,79%, atingindo 7.737 pontos, e o Dólar Futuro teve recuo de 0,12%, cotado a R$ 5,15. Este conteúdo possui caráter estritamente jornalístico e não representa recomendação de compra ou venda de ativos, não garantindo rentabilidade futura.
Decisões monetárias e panorama externo
O Comitê de Política Monetária (Copom) confirmou a expectativa do mercado ao reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, fixando a taxa em 14% ao ano. A autoridade monetária optou por um tom cauteloso, deixando os próximos passos do ciclo de afrouxamento em aberto.
A equipe de macroeconomia do Safra Invest mantém a projeção de que a trajetória de queda dos juros deve continuar, com a taxa podendo atingir 13,5% ao ano até o final de 2026. No exterior, o ambiente é de alta nas bolsas europeias e nos futuros dos Estados Unidos, impulsionado por sinalizações de diálogo entre o governo norte-americano e o Irã, além da valorização do petróleo e do minério de ferro.
Movimentações no setor imobiliário
A Cyrela protagonizou um dos anúncios de maior impacto ao assinar um memorando para a venda de um portfólio de ativos imobiliários ao TRX Real Estate FII. A transação está avaliada em R$ 2,14 bilhões e pode proporcionar à companhia um lucro adicional de aproximadamente R$ 690 milhões até o encerramento do ano.
No mesmo segmento, a Lavvi apresentou resultados alinhados às projeções, com lucro líquido de R$ 83 milhões. Apesar da queda de 30% em relação ao ano anterior, a empresa manteve uma política de retorno atrativa, anunciando dividendos extras de R$ 70 milhões.
Desempenho operacional de empresas listadas
O setor de energia e serviços apresentou resultados variados no segundo trimestre de 2026. A Axia Energia reportou lucro líquido ajustado de R$ 1,7 bilhão, enquanto a Copel destacou-se com lucro de R$ 1,0 bilhão, beneficiada por reajustes tarifários. Já a Auren registrou prejuízo líquido de R$ 379 milhões, impactada por um cenário operacional desafiador e margens pressionadas no trading.
No setor financeiro, o Bradesco superou as expectativas com lucro líquido ajustado de R$ 7,05 bilhões e ROE de 16,2%, embora tenha elevado provisões devido à deterioração da qualidade de crédito. O Inter & Co também apresentou números robustos, com lucro de R$ 421 milhões, apesar do aumento observado na inadimplência.
Resultados em tecnologia e outros setores
A TOTVS registrou crescimento de 13,3% na receita líquida, com forte aceleração nas vendas de soluções baseadas em inteligência artificial. No setor de locação, a Mills apresentou resultados mistos, com expansão de 18% no EBITDA ajustado, mas queda no lucro líquido devido a despesas tributárias e depreciação.
A Brava Energia reverteu o prejuízo do trimestre anterior, alcançando lucro de R$ 871 milhões. A Iochpe-Maxion demonstrou resiliência com resultados acima do consenso, enquanto a Lundin Mining manteve suas projeções anuais sustentada pelos preços do cobre. As informações são do Portal FIIs.
