A Investo, reconhecida como a maior gestora independente especializada em ETFs no Brasil, anunciou uma novidade no mercado financeiro. Trata-se do lançamento do ETF BTER11, um fundo de índice que promete uma abordagem diferenciada para investidores interessados em empresas brasileiras de segmentos cruciais para a economia nacional.
Este novo produto foi desenhado para oferecer exposição a companhias com um histórico robusto de geração de caixa e distribuição de proventos. O grande destaque do BTER11 é o reinvestimento automático dos dividendos, uma estratégia que busca otimizar o retorno ao longo do tempo.
Diferencial do BTER11: Reinvestimento de proventos para maior eficiência
O BTER11 replica o MarketVector Brazil BESST Quality Index, o mesmo índice que serve de referência para o já conhecido BEST11. A distinção fundamental entre os dois ETFs reside na forma como os rendimentos são tratados.
Enquanto o BEST11 distribui os dividendos diretamente aos seus cotistas, o BTER11 adota uma política de reinvestimento integral desses valores dentro do próprio fundo. Essa metodologia visa potencializar os efeitos dos juros compostos, permitindo que o capital cresça de forma mais acelerada.
Além disso, a gestora destaca a eficiência tributária como um benefício importante. Tanto os dividendos quanto os juros sobre capital próprio (JCP) recebidos pelas empresas que compõem a carteira permanecem reinvestidos, o que pode ser vantajoso para o investidor a longo prazo.
O fundo chega ao mercado com uma taxa de administração de 0,50% ao ano e uma cota inicial acessível de R$ 20. O rebalanceamento da carteira ocorre trimestralmente, garantindo que a composição se mantenha alinhada aos critérios estabelecidos.
Composição da carteira e critérios de seleção
A estratégia do BTER11 foca em empresas consideradas resilientes, lucrativas e com um histórico consistente de distribuição de resultados aos acionistas. A composição privilegia segmentos tradicionalmente mais defensivos da economia, buscando maior estabilidade.
Atualmente, o índice de referência do BTER11 é formado por 23 companhias, com um limite máximo de 8% por empresa. Essa regra ajuda a mitigar o risco de concentração excessiva em um único ativo, promovendo uma diversificação saudável.
Entre os nomes que se destacam na carteira estão grandes instituições financeiras como BTG Pactual, Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e BB Seguridade. O setor de utilities também tem uma participação significativa, com empresas como Sabesp, Equatorial Energia, Axia Energia e Copel. Já a Telefônica Brasil representa o segmento de telecomunicações.
Para serem incluídas no índice, as empresas precisam cumprir requisitos rigorosos. É necessário apresentar lucro líquido positivo, ter um histórico de pagamento recorrente de dividendos nos últimos três anos, além de atender a critérios mínimos de liquidez e tamanho de mercado. Esses filtros garantem a qualidade e a solidez dos ativos selecionados.
Desempenho histórico do índice de referência
Os dados históricos apresentados pela Investo ilustram a tese de investimento por trás do BTER11. Desde janeiro de 2021, o índice que serve de base para o fundo acumulou uma valorização expressiva de 122,24%. Esse desempenho é notavelmente superior aos 57,39% registrados pelo Ibovespa no mesmo período.
Em uma análise de desempenho recente, o índice registrou um avanço de 54,05%, superando os 33,95% de ganho do principal indicador da Bolsa brasileira no mesmo período. Embora retornos passados não sejam uma garantia de resultados futuros, esses números reforçam o potencial da estratégia.
A gestora aposta que a combinação de empresas de alta qualidade e o mecanismo de reinvestimento automático dos proventos pode se tornar uma alternativa atraente para investidores com foco na construção de patrimônio a longo prazo. O BTER11 oferece uma forma prática de acessar o mercado acionário brasileiro sem a necessidade de gerenciar manualmente o reinvestimento dos proventos, simplificando a jornada do investidor.
