O mercado financeiro brasileiro encerrou a segunda-feira, **13 de julho de 2026**, com o Ibovespa em território negativo. O principal índice da bolsa de valores do Brasil registrou uma queda de **1,20%**, fechando aos **175.739 pontos**.
Essa desvalorização foi diretamente influenciada pela intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio, um fator que gerou preocupação global e reverberou nos pregões internacionais.
A escalada das tensões no cenário global
As atenções do mercado se voltaram para o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele informou que o país assumiria o controle da segurança do Estreito de Ormuz.
Além disso, os EUA passariam a cobrar uma tarifa de **20%** sobre as cargas que transitam por essa rota marítima estratégica. A medida foi tomada após o Irã manter restrições à navegação na região.
Essa decisão americana gerou um aumento imediato nas preocupações sobre o fornecimento global de petróleo. Consequentemente, os preços da commodity dispararam, exercendo pressão sobre os mercados financeiros em todo o mundo.
Em resposta, o governo iraniano reiterou sua rejeição a qualquer tipo de interferência norte-americana. Teerã também ameaçou retaliar novas ações militares, o que ampliou ainda mais as incertezas em relação à oferta global de petróleo.
Impacto nos setores da bolsa brasileira
A repercussão das tensões internacionais foi sentida de maneiras distintas nos diferentes setores da bolsa brasileira.
Setor bancário registra perdas significativas
Os papéis das grandes instituições financeiras encerraram o pregão em baixa. O **Itaú Unibanco (ITUB4)** liderou as perdas do segmento, com um recuo de **1,76%**.
Na sequência, o **Banco do Brasil (BBAS3)** registrou queda de **1,65%**, e o **Santander (SANB11)** teve baixa de **0,91%**. O **Bradesco (BBDC4)** também fechou o dia no campo negativo, com desvalorização de **0,48%**.
Ações de petróleo impulsionadas pela alta da commodity
Em contraste, as ações do setor de petróleo apresentaram valorização. Esse movimento acompanhou a forte alta da commodity no mercado internacional, impulsionada pelas preocupações com a oferta.
Na bolsa brasileira, os papéis da **Petrobras** avançaram: as ações ordinárias **(PETR3)** subiram **3,44%**, e as preferenciais **(PETR4)** ganharam **2,55%**. A **Prio (PRIO3)** registrou alta de **3,16%**, enquanto a **PetroReconcavo (RECV3)** avançou **0,78%**.
Destaques do pregão: altas e baixas no Ibovespa
Entre as ações que compõem o Ibovespa, alguns nomes se destacaram positivamente no dia. A **Braskem (BRKM5)** teve um avanço notável de **4,68%**, seguida pela **CSN Mineração (CMIN3)**, com valorização de **4,21%**.
Além das ações da Petrobras e Prio já mencionadas, a **Sid Nacional (CSNA3)** também figurou entre os destaques positivos, com um avanço de **1,16%**.
No lado oposto, a **Auren (AURE3)** liderou as perdas do índice, com um recuo de **5,45%**. Em seguida, a **MRV (MRVE3)** caiu **5,39%**, e a **WEG (WEGE3)** registrou baixa de **4,56%**.
Outras empresas com desempenho negativo incluíram a **Cosan (CSNA3)**, que perdeu **4,18%**, a **C&A (CEAB3)**, com queda de **3,65%**, e a **Engie Brasil (EGIE3)**, que recuou **3,39%**.
Reflexos internacionais no mercado financeiro
O cenário de instabilidade não se limitou ao Brasil. Os principais índices de Nova York, um termômetro importante para a economia global, também encerraram o dia em queda, refletindo a apreensão dos investidores diante dos desdobramentos no Oriente Médio.
É importante notar que, na sexta-feira anterior, **10 de julho**, o Ibovespa havia fechado em forte alta de **2,97%**, atingindo **177.866 pontos**, impulsionado por um resultado positivo do IPCA de junho. Essa volatilidade ressalta a sensibilidade dos mercados a fatores tanto internos quanto externos, especialmente eventos geopolíticos de grande impacto. Para informações detalhadas sobre o mercado financeiro, consulte o site oficial da B3, a bolsa do Brasil.