A matriz elétrica da América Latina e do Caribe mantém sua posição entre as mais sustentáveis globalmente. Conforme dados da Organização Latino-Americana de Energia (Olade), em abril de 2026, 67% da eletricidade gerada na região teve origem em fontes renováveis. Este cenário sublinha a crescente importância de ativos ligados à transição energética e pode beneficiar o ambiente de atuação de fundos como o SNEL11, que investe em infraestrutura de energia solar no Brasil.
O levantamento da Olade indicou que a região produziu um total de 164 terawatts-hora (TWh) de eletricidade no período analisado. Esse volume representa um crescimento de 4,5% em comparação com abril de 2025. Contudo, houve uma retração de 4,1% em relação a março do mesmo ano, refletindo as flutuações sazonais típicas da geração de energia.
Embora o Fundo de Investimento Imobiliário (FII) SNEL11 direcione seus aportes para a geração de energia solar no Brasil, e não diretamente para a matriz elétrica latino-americana como um todo, a expansão das fontes renováveis na região sinaliza uma tendência estrutural de crescimento do setor. Esse movimento cria um ambiente favorável para investimentos em projetos de geração limpa, infraestrutura elétrica e ativos relacionados à transição energética, área central das operações do fundo.
Cenário da Geração Elétrica na América Latina e Caribe
O relatório da Olade também ressalta que, mesmo diante de variações climáticas que impactaram parte da geração hidrelétrica, as fontes renováveis continuam a dominar a produção de energia na América Latina e Caribe. A energia hidrelétrica permaneceu como a principal fonte, contribuindo com 44,6% da geração total, o que equivale a aproximadamente 73 TWh.
Apesar de sua liderança, a produção hidráulica registrou um recuo de cerca de 9,4 TWh em comparação com o mesmo período do ano anterior, evidenciando a sensibilidade dessa fonte às condições climáticas. Em seguida, na composição da matriz, o gás natural foi responsável por 23,2% da geração, enquanto a energia eólica alcançou uma participação de 12,2%.
Liderança do Brasil em Energia Limpa Regional
Entre os países da região, o Brasil se destaca como um dos líderes na participação de fontes renováveis em sua matriz elétrica, atingindo um impressionante percentual de 88%. Esse índice é significativamente superior à média regional de 67%, conforme apontado pela Olade.
Além do Brasil, outras nações como Paraguai, Uruguai, Costa Rica, Equador, Colômbia, Venezuela, Belize e Peru também apresentaram uma participação de fontes renováveis acima da média da América Latina e Caribe, reforçando o compromisso da região com a energia limpa.
SNEL11 Projeta Expansão Expressiva com Nova Emissão
O FII SNEL11 está em processo de sua 5ª emissão de cotas, com potencial para uma significativa expansão. De acordo com o prospecto da oferta, a operação pode elevar o patrimônio líquido do fundo de R$ 889,9 milhões para até R$ 3,29 bilhões. Essa projeção considera a colocação integral das cotas e o eventual exercício do lote adicional, seguindo os termos da emissão.
A expansão projetada também inclui um aumento substancial na capacidade instalada dos ativos do fundo, que pode passar de 149,4 MWp para 635,2 MWp. O número de projetos no portfólio pode crescer de 37 para 224 empreendimentos, com a incorporação de 187 novos projetos de geração solar, caso a oferta seja concluída nos parâmetros indicados. É importante ressaltar que essas estimativas dependem da efetivação da oferta e não constituem garantia de desempenho futuro.
Recorde de Negociações e Crescimento de Cotistas no SNEL11
O mês de junho marcou um período histórico para o SNEL11, que registrou o maior volume de negociações desde o seu lançamento. Dados da gestora, divulgados pelo portal FIIs, indicam que as cotas do fundo movimentaram mais de R$ 150 milhões ao longo do mês, estabelecendo um novo recorde de liquidez.
O aumento da liquidez foi acompanhado pela ampliação da base de investidores. Até 26 de junho, o fundo registrou a entrada de 17.327 novos cotistas, enquanto 4.966 investidores deixaram o FII. O saldo líquido resultante foi de 12.361 novos cotistas no período apurado. Com esse avanço, a base total de investidores do SNEL11 alcançou 111.603, posicionando-o entre os maiores FIIs da B3 em número de cotistas e entre os que mais adicionaram investidores no país durante o mês, tanto em termos absolutos quanto proporcionais. A combinação de maior negociação e expansão da base reflete o engajamento do mercado com a oferta em andamento, cujos próximos passos, incluindo a fase de sobras e montante adicional, tendem a seguir o cronograma já informado ao mercado.
Este conteúdo tem caráter jornalístico e não representa recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos. Investimentos em fundos imobiliários envolvem riscos e devem ser avaliados conforme o perfil e objetivos do investidor, com a possível orientação de um profissional habilitado. A rentabilidade passada não garante resultados futuros.