Os contratos futuros de soja e milho na bolsa de Chicago (CBOT) registraram queda nesta quinta-feira, influenciados por previsões climáticas mais favoráveis para o meio-oeste dos Estados Unidos. O clima mais ameno reduziu os preços, que haviam atingido máximas em um mês na semana anterior. Enquanto isso, operadores aguardam ansiosamente os dados do governo norte-americano sobre as safras para definir o rumo do mercado.
Impacto das condições climáticas nos preços
As previsões revisadas indicam um clima menos quente e seco, o que diminui as ameaças às safras de soja e milho nos EUA. Essa mudança nas condições climáticas é crucial, especialmente durante o período de polinização do milho, que ocorre no final deste mês. Segundo Arlan Suderman, economista-chefe de commodities da StoneX, o mercado de grãos e oleaginosas apresentou cotações mais fracas devido a essas previsões meteorológicas.
Movimentações no mercado de soja e milho
O contrato de soja para novembro na CBOT encerrou com uma queda de 10,75 centavos, ou 0,9%, a US$11,815 por bushel. Já o milho para dezembro fechou com uma redução de 4,25 centavos, a US$4,52 por bushel. Além do clima, a soja também foi pressionada pela realização de lucros após o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) anunciar novas vendas de soja para a China, confirmando rumores que haviam impulsionado os futuros no início da semana.
As vendas semanais de milho dos EUA também não atenderam às expectativas do mercado, contribuindo para o sentimento de baixa. O USDA reportou vendas líquidas de exportação de milho da safra anterior em 565.800 toneladas e da safra atual em 401.700 toneladas, ambas abaixo das previsões.
Trigo segue caminho oposto e registra alta
Contrariando a tendência de queda da soja e do milho, os futuros do trigo subiram. O contrato de trigo de setembro da CBOT fechou com alta de 12 centavos, a US$6,1975 por bushel. Os participantes do mercado aguardam o relatório mensal de oferta e demanda do USDA, que será divulgado na sexta-feira. Analistas esperam que o governo reduza sua previsão para os estoques de trigo dos EUA no final do ano comercial de 2026/27, em parte devido a uma área plantada menor do que o esperado.
Essa expectativa de redução nos estoques de trigo nos Estados Unidos foi um dos fatores que impulsionaram os preços, mesmo com a queda nos mercados de soja e milho.
O mercado agrícola continua atento às condições climáticas e aos relatórios do USDA, que são fundamentais para determinar as tendências futuras dos preços das commodities.
