O FII Edifício Galeria (EDGA11), fundo imobiliário administrado pelo BTG Pactual, anunciou a assinatura de dois novos contratos de locação que prometem transformar a performance do empreendimento. Conforme fato relevante divulgado na terça-feira (21) e detalhado pelo portal FIIs, as novas locações no Edifício Galeria, localizado no Centro do Rio de Janeiro, deverão reduzir a vacância para aproximadamente 20% e impulsionar a receita do fundo em cerca de 28% em comparação com o mês de junho. Além disso, a administradora estima um potencial incremento de R$ 0,0399 por cota nos rendimentos distribuíveis, após o término dos períodos de carência e descontos.
Novas Locações Impulsionam Receita do Fundo
Os dois contratos recém-firmados envolvem áreas corporativas estratégicas no Edifício Galeria. O primeiro foi assinado com a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Computação Científica (FACC), que ocupará parte do 8º andar, totalizando 1.640 metros quadrados. Este contrato prevê um aluguel mensal de R$ 65,6 mil, com duração de 120 meses e início em 1º de agosto de 2026. A administradora projeta que esta locação resultará em um impacto positivo de aproximadamente 9% na receita do fundo.
O segundo acordo foi estabelecido com a Monto Industrial Ltda., para a ocupação de parte do 9º andar, abrangendo uma área de 2.108 metros quadrados. O aluguel mensal para este contrato será de R$ 105,4 mil, com prazo de 60 meses e início também previsto para 1º de agosto de 2026. A expectativa é que esta locação contribua com cerca de 17% para a receita do fundo. Somados, os dois contratos representam um aluguel mensal de aproximadamente R$ 171 mil, o que se traduz em pouco mais de R$ 2 milhões anuais em receitas de locação, antes dos reajustes contratuais.
Recuperação da Ocupação do EDGA11
A concretização dessas locações representa um marco significativo para o EDGA11, que enfrentou meses de pressão em sua taxa de ocupação. No relatório gerencial referente a maio, a administradora havia reportado uma taxa de ocupação de 65,88%, resultado de devoluções de áreas e questões de inadimplência de locatários anteriores. Naquela ocasião, a gestão já sinalizava uma expectativa de melhora ao longo de 2026, impulsionada pela busca ativa por novos ocupantes e pelas iniciativas de revitalização na região central do Rio de Janeiro.
Com os novos contratos, a projeção da administradora é que a ocupação do edifício alcance cerca de 80%, reduzindo a vacância para aproximadamente 20%. O BTG Pactual havia destacado anteriormente a boa capacidade de absorção do empreendimento, apesar do alto nível de vacância no mercado de escritórios do Centro do Rio, atribuindo um diferencial competitivo à localização e às características do ativo.
Impacto nos Dividendos e Estrutura do Fundo
Apesar do otimismo com o aumento da receita e a diminuição da vacância, o impacto direto nos dividendos não será imediato. Os contratos incluem períodos de carência e descontos comerciais, considerados alinhados às práticas de mercado. Somente após o encerramento dessas condições contratuais, as novas locações poderão adicionar aproximadamente R$ 0,0399 por cota aos rendimentos distribuíveis do fundo.
O fundo imobiliário EDGA11, administrado pelo BTG Pactual, possui um patrimônio líquido de cerca de R$ 162,9 milhões. Ele é proprietário de 100% do Edifício Galeria, um complexo que reúne lajes corporativas, lojas e áreas comerciais no Centro do Rio de Janeiro, e conta com aproximadamente 3,8 milhões de cotas distribuídas entre mais de 3,5 mil investidores.
O potencial aumento de R$ 0,0399 por cota nos rendimentos do EDGA11 está condicionado ao término dos períodos de carência e descontos previstos nos novos contratos de locação. Este conteúdo tem caráter jornalístico e não representa recomendação de investimento. Investimentos em fundos imobiliários envolvem riscos e devem ser avaliados conforme o perfil e objetivos do investidor, com a possível orientação de um profissional habilitado. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.