Destaques do mercado de Fiis: TRXF11, GGRC11, HGRU11 e EXES11 em foco

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Reprodução Fiis

Os fundos imobiliários TRXF11, GGRC11, HGRU11 e EXES11 concentram os principais destaques do mercado nesta terça-feira (21), segundo informações publicadas pelo portal FIIs. As movimentações incluem uma aquisição bilionária, compras de galpões logísticos, avanço no resultado mensal e pagamento de dividendos.

Na segunda-feira (20), o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão aos 3.837,65 pontos. O indicador recuou 0,25%, o equivalente a 9,55 pontos em comparação com o fechamento anterior.

GGRC11 lidera volume de negociações no pregão

Entre os fundos imobiliários com maior volume negociado na sessão, o GGRC11, do GGR Covepi Renda, ocupou a primeira posição. Foram movimentadas 1,52 milhão de cotas, sem alteração na cotação.

O MXRF11, do Maxi Renda Fundo de Investimento Imobiliário, apareceu logo depois, com 1,45 milhão de cotas negociadas e desempenho estável. Já o GARE11, do Guardian Logística, registrou avanço de 0,12%, com volume de 1,3 milhão de cotas.

Os números mostram que os três fundos permaneceram entre os ativos de maior movimentação durante a sessão, mesmo com variações reduzidas nas respectivas cotações.

TRXF11 anuncia aquisição de R$ 1,435 bilhão

O TRX Real Estate Fundo de Investimento Imobiliário (TRXF11), gerido pela TRX, comunicou a maior operação já realizada pelo fundo. O investimento será de R$ 1,435 bilhão para a aquisição indireta de um complexo logístico composto por três galpões de alto padrão em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo.

O Mercado Livre ocupa dois dos três empreendimentos incluídos na transação. Pelo valor envolvido, a operação está entre as maiores já anunciadas por um fundo imobiliário brasileiro, conforme destacou o portal FIIs.

Antes desse negócio, a maior aquisição individual do TRXF11 estava relacionada ao Hospital Israelita Albert Einstein, localizado no Parque Global. O ativo havia sido avaliado em aproximadamente R$ 600 milhões.

O novo complexo é formado pelos galpões K100, K200 e K300. Juntos, os imóveis somam 237.390,70 metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL).

Após a aquisição, a ABL do TRXF11 avançará 19%, passando de aproximadamente 1,25 milhão para 1,48 milhão de metros quadrados. O total investido em imóveis crescerá 18,4%, saindo de R$ 7,79 bilhões para R$ 9,23 bilhões.

Com a incorporação dos três galpões, o portfólio do fundo passará a reunir 115 imóveis e aproximadamente 3,3 milhões de metros quadrados.

GGRC11 conclui quatro compras de galpões logísticos

O GGRC11 encerrou junho com novas operações em sua carteira. O fundo concluiu quatro aquisições de galpões logísticos, firmou um acordo para venda de imóveis, registrou reavaliação patrimonial positiva e avançou em sua estratégia institucional.

O resultado apurado no mês foi de R$ 23,37 milhões. As quatro aquisições realizadas somam cerca de R$ 510 milhões e aumentam a presença do fundo em empreendimentos logísticos de alto padrão localizados em Minas Gerais, São Paulo e Bahia.

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Grande parte das operações foi estruturada por meio da compensação de créditos vinculados à 11ª emissão de cotas do GGRC11.

Uma das compras foi a do Galpão C do Infinity Business Park, em Extrema, Minas Gerais. O imóvel foi adquirido por R$ 142,5 milhões e possui 38 mil metros quadrados de ABL.

O galpão está integralmente locado à Buiatte Transportes e Logística, operadora da Midea. O cap rate inicial estimado para o ativo é de 9,9% ao ano.

Resultado distribuível do HGRU11 cresce 53%

O HGRU11 registrou resultado distribuível de R$ 31,775 milhões em junho, valor aproximadamente 53% superior ao apurado no mês anterior. As receitas totais chegaram a R$ 37,764 milhões, enquanto as despesas somaram R$ 5,989 milhões no período.

A receita por cota foi de R$ 1,63, e o resultado distribuível atingiu R$ 1,37 por cota. O fundo pagou R$ 0,95 por cota em 14 de julho, mantendo o valor previsto no relatório divulgado em dezembro de 2025.

Nos últimos 12 meses, a média de rendimentos do HGRU11 ficou em R$ 0,99 por cota. Em junho, o dividend yield anualizado alcançou 8,7% em relação à cotação de fechamento e 9,0% sobre o valor patrimonial.

Parte do crescimento observado no mês teve origem em uma receita não recorrente. O fundo recebeu a terceira parcela referente à venda do ativo Santo Alberto, equivalente a R$ 0,53 por cota. Esse pagamento contribuiu para o aumento do resultado mensal.

EXES11 pagará R$ 0,13 por cota em 24 de julho

O EXES11 aprovou a distribuição de R$ 0,13 por cota em rendimentos. O pagamento está programado para 24 de julho de 2026.

A data-base foi definida em 17 de julho. Terão direito aos dividendos os investidores que mantinham cotas do fundo ao fim do pregão daquele dia.

Com base no preço de fechamento de R$ 9,61 por cota, o valor anunciado representa dividend yield mensal de aproximadamente 1,35%.

No pregão de 13 de julho, o EXES11 avançou 1,46% e encerrou cotado a R$ 9,74. No fechamento anterior, a cota valia R$ 9,60. A valorização colocou o fundo entre os desempenhos positivos daquela sessão.

A carteira do EXES11 permanece direcionada a operações de crédito imobiliário classificadas como middle grade. A estratégia procura combinar taxas de retorno mais elevadas com estruturas de garantias vinculadas às operações.

Este conteúdo tem finalidade jornalística e informativa e não representa indicação de compra, venda ou manutenção de fundos imobiliários. Antes de investir, cada pessoa deve avaliar seu perfil, seus objetivos e os riscos envolvidos, podendo recorrer a um profissional habilitado. Resultados e rendimentos passados não asseguram desempenho futuro.

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