A persistência da taxa Selic em patamares elevados, com projeções indicando que ela pode se manter entre 13,50% e 14% até o final de 2026, continua a direcionar a atenção dos investidores para aplicações pós-fixadas.
Para aqueles com perfil mais conservador, essa realidade representa uma oportunidade de acompanhar o rendimento dos juros sem a necessidade de assumir riscos adicionais na carteira de investimentos.
Nesse cenário, os ETFs de renda fixa emergem como uma alternativa cada vez mais procurada. Eles permitem o acesso a uma estratégia que combina diferentes títulos públicos em um único fundo negociado em bolsa.
Essa modalidade oferece ao investidor a chance de capturar os rendimentos dos juros, ao mesmo tempo em que proporciona diversificação, transparência e liquidez, características valorizadas no mercado atual.
Cenário de juros elevados e a atração pelos pós-fixados
Enquanto a taxa básica de juros permanece em níveis elevados, os ativos pós-fixados acompanham essa tendência, garantindo uma remuneração atraente para quem investe.
Rodrigo Araujo, head de ETFs da Itaú Asset, observa que este ambiente continua a favorecer estratégias com forte exposição ao Tesouro Selic, um dos pilares dos investimentos pós-fixados.
Ele destaca que, no atual contexto de juros, produtos como o Tesouro Selic são cruciais para as carteiras de investimento, oferecendo previsibilidade e baixo risco.
O especialista ressalta que a liquidez é um fator importante, especialmente em um cenário onde o mercado não prevê uma queda acentuada dos juros no curto prazo. Manter o capital acessível é uma prioridade para muitos investidores.
CDIB11: a estratégia de combinar Tesouro Selic e IPCA+
Entre as opções de ETFs disponíveis no mercado, o CDIB11, da Itaú Asset, se destaca por sua composição estratégica. O fundo aloca aproximadamente 90% de sua carteira em títulos do Tesouro Selic.
Uma parcela menor, porém significativa, é direcionada a títulos do Tesouro IPCA+ de prazo mais longo. Essa combinação visa otimizar o desempenho e a estrutura do fundo.
Araujo explica que essa estrutura foi cuidadosamente pensada para manter o perfil conservador da estratégia. Ao mesmo tempo, ela oferece uma estrutura tributária mais eficiente para o investidor, um diferencial importante.
O CDIB11, portanto, se posiciona como uma alternativa valiosa na gestão de liquidez. Ele permite que o investidor se mantenha exposto ao nível atual dos juros, preservando a liquidez.
Vantagens e a estrutura tributária do fundo
A principal vantagem do CDIB11 reside na sua capacidade de combinar a segurança do Tesouro Selic com uma estrutura tributária diferenciada. A alíquota fixa de 15% de Imposto de Renda é aplicada desde o início da aplicação, o que pode ser um benefício considerável.
Além do rendimento diário proporcionado pelos títulos atrelados à Selic, a pequena exposição ao Tesouro IPCA+ também pode influenciar positivamente o desempenho do ETF.
Essa parcela permite que o CDIB11 se beneficie de eventuais ganhos associados a mudanças nas expectativas do mercado em relação à inflação e aos juros de longo prazo, adicionando uma camada extra de potencial de valorização.
A gestora afirma que essa combinação foi desenvolvida para atender investidores que buscam uma estratégia conservadora enquanto a Selic permanece elevada. O fundo utiliza uma carteira formada majoritariamente por títulos públicos federais e é negociado diretamente na bolsa de valores, facilitando o acesso e a liquidez.
