O fundo imobiliário (FII) EXES11 aprovou a distribuição de R$ 0,13 por cota em rendimentos aos seus cotistas, com o pagamento agendado para 24 de julho de 2026. A data-base para ter direito ao provento foi estabelecida em 17 de julho, sendo elegíveis apenas os investidores que detinham cotas do fundo até o encerramento do pregão nessa data. Com o preço de fechamento da cota em R$ 9,61, o rendimento representa um dividend yield mensal de cerca de 1,35%.
Os rendimentos distribuídos por fundos imobiliários são, em regra, isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que sejam atendidos os requisitos previstos na legislação.
Desempenho recente e estratégia de investimentos do fundo
No pregão do dia 13 de julho, o EXES11 registrou uma valorização de 1,46%, com a cota negociada a R$ 9,74, superando os R$ 9,60 do fechamento anterior. Tal desempenho o posicionou entre os destaques positivos do mercado de FIIs, conforme o portal especializado FIIs.com.br.
A valorização ocorre em um período em que o fundo mantém sua estratégia focada em operações de crédito imobiliário classificadas como middle grade. Esse segmento busca equilibrar retornos mais atrativos com estruturas de garantias sólidas nas operações. A gestora do EXES11 ressalta que a carteira é majoritariamente de ativos de originação e estruturação própria, um diferencial competitivo frente a outros fundos de recebíveis negociados na B3.
A composição da carteira reflete o atual cenário de juros elevados. As operações indexadas ao IPCA apresentam uma remuneração média de IPCA + 10,0% ao ano, enquanto a parcela atrelada ao CDI rende, em média, CDI + 4,7% ao ano. Esses patamares são vistos como elevados para o setor de crédito imobiliário. Desde o seu lançamento, o EXES11 acumula uma rentabilidade equivalente a 258% do IPCA e 189% do IFIX.
Novas aquisições de CRIs na carteira do EXES11
A carteira do FII segue em expansão com novas operações de crédito. Em maio, o EXES11 realizou investimentos em dois novos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).
O primeiro foi o CRI IC Mahalo, com remuneração de CDI + 6% ao ano. Lastreado em um empreendimento com cerca de 40% das obras concluídas e 70% das unidades comercializadas. A operação também marca a estreia do fundo no Espírito Santo, diversificando sua atuação geográfica.
O segundo aporte foi no CRI Volpe (Sênior), que oferece uma remuneração de CDI + 4% ao ano. O empreendimento associado ao CRI apresenta 18% de evolução física das obras e 65% das unidades vendidas. A operação conta ainda com 42% de subordinação, estrutura que eleva a proteção da tranche sênior contra perdas.
Este artigo tem finalidade jornalística e informativa, não representando recomendação de compra, venda, manutenção ou escolha de investimentos. É fundamental que o leitor considere seu perfil, seus objetivos e os riscos envolvidos antes de tomar qualquer decisão, podendo ser necessária a consulta a um profissional habilitado. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.
